Adrian Luciano, 8 anos, é uma das crianças atendidas pelo movimento e comenta que o Estatuto é muito importante pois transformou em lei direitos básicos da criança. “Direito à alimentação de qualidade, ao estudo, à se divertir”, cita o jovem, que já fez aulas de circo e atualmente está aprendendo percussão por meio do Projeto Afethos, desenvolvido pela entidade.
“Eu acho bacana porque dá várias oportunidades para a gente”, comenta Francisco Ítalo, 14 anos, sobre o ECA. “Aqui também a gente faz aula de informática, picadeiro pedagógico, desenha, canta”, diz o adolescente sobre o Movimento.
A coordenadora da entidade, Gilza Queiroz, explica que com o surgimento do Estatuto criou-se a lei e representou um grande avanço na defesa dos direitos da criança e do adolescente. “O artigo 4º fala sobre seus Direitos Fundamentais. A prioridade absoluta que deve ser seguida”, comenta. De acordo com Gilza, a grande vitória do Estatuto foi trazer as crianças e adolescentes ao centro das discussões, traçando um caminho que chegou ao que hoje é conhecido como protagonismo juvenil, como forma de fazer com que cada criança ou adolescente se sinta importante e conheça seus direitos e deveres.
O Movimento dos Meninos e Meninas de Rua do Piauí é uma organização não-governamental cuja principal atividade é a inclusão social dos jovens através das artes circenses, por meio da Escola de Circo Pé de Moleque. O Projeto Afethos, desenvolvido pelo Movimento, foi aprovado pelo Conselho Estadual da Criança e do Adolescente e é realizado com recursos da Petrobrás, contando com uma equipe multidisciplinar para trabalhar com as crianças e adolescentes.
